Campo Belo institui Programa “Praça Sensorial Inclusiva” para promover acessibilidade e inclusão

A Câmara Municipal de Campo Belo apresentou e aprovou o Projeto que se tornou a Lei nº 4.431, de 16 de março de 2026, que cria o Programa “Praça Sensorial Inclusiva” no município de Campo Belo. A iniciativa tem como objetivo transformar espaços públicos em ambientes acessíveis, inclusivos e voltados ao estímulo dos sentidos, especialmente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras necessidades de comunicação.

Espaços pensados para inclusão

O programa prevê a implantação de áreas sensoriais em praças públicas, com estruturas planejadas para estimular diferentes sentidos e promover a interação de forma segura e acolhedora.

Entre os elementos que deverão compor esses espaços, destacam-se:

  • Zona tátil e proprioceptiva: com diferentes texturas e elementos que estimulam o tato e a percepção corporal;
  • Zona visual: com cores, formas e efeitos visuais suaves;
  • Zona olfativa: com plantas aromáticas seguras e identificadas;
  • Zona auditiva: com instrumentos musicais ao ar livre que produzem sons leves e controlados.

Comunicação acessível

Um dos principais diferenciais do projeto é a instalação de um Painel de Comunicação Alternativa (CAA), que permitirá que pessoas com dificuldades de fala se comuniquem por meio de símbolos e imagens.

O painel será acessível para crianças, adultos e pessoas com deficiência, com orientações simples e visualmente claras, incentivando a interação e a inclusão.

Segurança e acessibilidade

A lei estabelece que todos os espaços deverão seguir critérios rigorosos de acessibilidade e segurança, como:

  • pisos nivelados e antiderrapantes;
  • circulação adequada para cadeiras de rodas e carrinhos;
  • uso de materiais seguros e não tóxicos;
  • sinalização com identificação e símbolos de acessibilidade.

Participação de especialistas

Para garantir a eficácia do projeto, será formada uma comissão multidisciplinar com profissionais como terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo, além de representantes de associações ligadas a pessoas com TEA e outras deficiências. O grupo será responsável por auxiliar na elaboração e validação dos projetos.

Inclusão e qualidade de vida

De autoria do vereador Douglas Davidson Assunção, a lei representa um importante avanço na construção de uma cidade mais inclusiva, promovendo o acesso ao lazer, à convivência e ao desenvolvimento sensorial de forma igualitária.

A legislação já está em vigor e deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo no prazo de até 60 dias.

Acesse aqui o Projeto que virou Lei.

 

 

 

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